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06/06/2007 - 12:03 | Fonte: TJMG

“Nem Sem Terra” é condenado a mais de 40 anos

 
 

44 anos e sete meses de reclusão em regime fechado. Essa foi a pena de Carlos Alexandre da Silva Juscelino, o “Nem Sem Terra”. O julgamento ocorreu no 1º Tribunal do Júri , no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte, hoje, dia 06/06 e terminou às 20h20. O início foi às 10h. A pena foi fixada pelo juiz Presidente do 1º Tribunal do Júri, Leopoldo Mameluque, após a decisão dos jurados, os sete que formam o Conselho de Sentença, que se convenceram de que ele era culpado pela prática de dois homicídios qualificados, quatro tentativas de homicídio qualificados e crime de formação de quadrilha. O regime a ser cumprido é o fechado e ele terá que aguardar o recurso preso.

“Nem” é acusado de ter atirado, no dia 10/02/01, em um grupo de pessoas e matado duas, sendo, uma delas, uma criança. Outras quatro pessoas ficaram feridas. Segundo a denúncia, o objetivo do tiroteio seria disputa por ponto de drogas. Ele teria desconfiado que havia rivais no grupo.

Constam dos depoimentos de testemunhas e vítimas que "Nem Sem Terra" e outro rapaz, conhecido por "Cinha", estavam numa moto e começaram a atirar contra o grupo. O companheiro estaria com uma arma automática e “Nem Sem Terra" com uma arma calibre 12. Isso aconteceu na Rua Alice, esquina com Rua Brás, no bairro Santa Rita, em Belo Horizonte.

Ele se defendeu, afirmando que, no dia do ocorrido, ele estava no hospital. Ele conta que, ao sair da casa da prima foi abordado e assaltado. Roubaram seu tênis e ele levou um tiro na perna. Ele foi encaminhado para o hospital Santa Rita, por volta das 17h do dia 10/02/01, saindo lá acompanhado dos policiais presentes no local. Ele disse que os policias falaram que ele era acusado de atirar em um dos colegas e o levaram para a delegacia da Lagoinha

Em seu interrogatório perante o juiz, hoje, “Nem Sem Terra" entrou em contradições. Hoje, negou conhecer "Cinha". Mas, após o juiz reler seu depoimento na Polícia, em que afirmava conhecê-lo, mudou a informação. Disse saber quem ele era. “Ele mexe com futebol”, explicou. E fez o mesmo com relação a uma das testemunhas.

O advogado, Lúcio Adolfo de Souza tentou convencer os jurados de que não foi “Nem” quem atirou no grupo. Segundo ele, a arma calibre 12 é muito grande, semelhante a uma espingarda. Dessa forma, não seria possível que carregasse a arma e atirasse com apenas uma mão.

O promotor Marino Cotta Martins Teixeira Filho falou de sua má índole e até citou o caso noticiado na imprensa, depois de uma interceptação telefônica, de que ele pretendia executar dois jogadores do Cruzeiro – o zagueiro Cris e o atacante Guilherme.

“Nem Sem Terra" negou participar de qualquer gangue, disse que não conhece as vítimas e não sabe o porquê de estar sendo acusado. Segundo ele, tudo o que acontece na comunidade é culpa dele. E atribui essa acusação à imprensa e à Polícia Militar. “Tudo o que acontece no bairro, a imprensa e a Polícia Militar envolvem meu nome”, comenta.

Há outros processos contra “Nem” tramitando na Justiça e condenação por associação ao tráfico.

 
 
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